segunda-feira, 19 de março de 2012

A Dois Dedos do Afogamento



 Alguns amigos convidaram Nasrudin para um piquenique. O bom humor imperava, e o almoço sobre a relva foi dos mais perfeitos. Mas a animação do grupo foi interrompida por um incidente que fez todo mundo correr em direção a um rio próximo.
Um desconhecido tinha escorregado e estava dentro da água, profunda e lodosa naquele ponto. De todos os lados correram em seu socorro.
– Dê sua mão! Dê sua mão! – gritavam-lhe.
Nenhuma reação da parte do infeliz, que não sabia nadar e tudo que fazia era engolir água.
Estava a dois dedos de afogar-se quando Mulla apareceu. Reconheceu o sujeito assim que o viu.
– Afastem-se todos e deixem comigo! – gritou, dirigindo-se à multidão.
Estendeu a mão direita para o homem que se debatia e lhe disse:
– Pegue minha mão!
Num rápido impulso, o desconhecido agarrou-se à mão estendida de Mulla, que o tirou do rio.
Nesse meio tempo, os curiosos tinham-se aglomerado e perguntavam em voz alta:
– Explique-nos, Mulla! Por que ele não nos-deu a mão, mas agarrou a sua imediatamente?
– É muito simples – respondeu Nasrudin. – Eu o conheço há muito tempo: é um sujeito de uma avareza sórdida. Então vocês não sabem que os avarentos costumam tomar, e não dar? Foi por isso que não lhe pedi que me desse a mão, mas que pegasse a minha.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A EXISTÊNCIA DE DEUS





Oliveira era dono de uma bem sucedida farmácia numa cidade do interior.
Era
 um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou
 de qualquer outra coisa além do seu mundo material.  Um certo dia,
estava
 ele fechando a farmácia quando chegou uma criança aos prantos dizendo que
 sua mãe estava passando mal e que se ela não tomasse o remédio logo iria
 morrer.  Muito nervoso e após insistência da criança, resolveu reabrir a
 farmácia para pegar o remédio. Sua insensibilidade perante aquele momento
 era tal que acabou pegando o remédio mesmo no escuro, entregou-o à
criança,
 que agradeceu e saiu dali às pressas. Minutos depois, percebeu que havia
 entregado o remédio errado para criança e, se aquela mãe o tomasse, seria
 morte instantânea.  Desesperado, tentou alcançar a criança mas não teve
 êxito. Gritou em desespero... e o tempo passava e nada acontecia.  Sem
  saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a
 chorar e dizer que se realmente existia um Deus que não o deixasse passar
 por assassino.  O tempo passava e ele, de joelhos ficava pensando que a
 mulher poderia já estar morta e, certamente, ele teria de pagar por isso.

 Refletiu sobre suas intemperança, sobre seu mau humor principalmente
sobre
 sua insensatez. De repente, sentiu uma mão tocar-lhe o ombro esquerdo e
ao
 virar deparou-se com acriança em prantos. Naquele momento ficou
 desconsolado. Mas tinha uma certeza: Deus, de fato, não existia.  Já
podia
 imaginar o que estava para lhe acontecer. O choro e o olhar triste
daquela
 criança lhe atravessava a alma. No entanto, como um lampejo de sabedoria,
 perguntou ao menino o que lhe havia acontecido. Então aquela criança
 começou a dizer: - "Senhor, por favor não brigue comigo, mas é que caí e
 quebrei o vidro do remédio, dá pro senhor me dar outro?"  Deus existe e
te
 conhece pelo teu nome. Ele sempre tem o melhor para você, por mais que as
 circunstâncias mostrem o contrário. Creia neste amor que é maior do que
 qualquer um dos seus problemas, mesmo que estes sejam grandes e de
difícil
 resolução. Creia na vida melhor que Ele tem preparada para você! Creia neste amor!  Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a
glória
 habite em nossa terra. Sl 85:9.